De olho na Síndrome de Korsakoff

Há um tempo que eu havia comentado sobre essa síndrome com alguém que jamais ouvira falar dela. Tempos depois, comentei novamente sobre o assunto com outra pessoa e novamente relatou desconhecimento sobre o assunto.

Fiquei preocupada por perceber que havia certo interesse sobre o tema, mas que, no entanto, pouco se fala sobre ele. Desde então, senti necessidade de fazer um texto explicando como se desenvolve essa síndrome.

A causa da Síndrome de Kosakoff (daqui para frente, irei usa a abreviação SK) se deve a uma deficiência na metabolização de tiamina (vitamina B1) que é resultado do uso crônico e quantidade elevada de álcool. Este problema de metabolização da tiamina leva a morte celular em uma região mediana do cérebro, chamada diencéfalo, região em que se encontram estruturas relacionadas à memória.

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Já se pode imaginar então que o principal sintoma associado à SK é a amnésia retrógrada e anterógrada. Isto significa que pessoas com essa síndrome pouco se lembram de eventos do passado, apenas aqueles mais remotos, ou seja, da sua infância. Também estão prejudicados quanto à capacidade de reter novas informações.

O mais assustador desta síndrome é que seu prognóstico não é nada animador. Em raros casos, quando a SK é detectada em estágio menos grave, o que nem sempre acontece, pacientes que aderem a uma dieta rica em vitamina B1 acabam tendo uma boa recuperação após algum tempo. No entanto, após o diagnóstico não é mais possível reverter o quadro, pois essa síndrome é degenerativa. Ou seja, é possível tratá-la, mas não curá-la.

A SK pode tanto ter início insidioso (quando a doença se instala lenta e discretamente), como abrupto. Isto depende de características específicas de cada indivíduo, como as genéticas e as biológicas.

Além da amnésia acentuada, uma característica muito marcante da síndrome é que os pacientes costumam confabular, isto é, inventar histórias sobre acontecimentos passados por vergonha de admitirem que não se lembram. Também é bastante comum observar que estes indivíduos não costumam assumir que possuem um problema de memória e tentam sobrepujar sugestões de pessoas próximas de que adquiriram uma doença.

O que mais me assusta é que as pessoas estão fazendo uso cada vez mais cedo e desenfreado do álcool, o que a longo prazo pode levar não somente ao alcoolismo, mas também a consequências incapacitantes como a SK, gerando sofrimento às pessoas de convívio próximo.

Para as pessoas que têm um interesse particular em compreender quais são os efeitos do álcool no cérebro, compartilho uma animação que irá mostrar os mecanismos de ação desta substância em nível neuronal e funcional. Basta clicar aqui (http://learn.genetics.utah.edu/units/addiction/drugs/mouse.cfm) e aproveitar. Clique no botão “play” e escolha o ratinho. Aproveitem também para olhar as outras opções, cujas animações mostram os efeitos de algumas drogas no cérebro como a cocaína, o LSD, a maconha, o ecstasy, a heroína, a metanfetamina e a nicotina.

Estarei à disposição para eventuais dúvidas aos que não tem tanto contato com essa área e também àqueles que queiram conversar sobre o tema.

Espero que gostem.

72 pensamentos sobre “De olho na Síndrome de Korsakoff

  1. Oi Nina!! Ótima pergunta! Aliás, eu fiquei pensando se colocaria ou não os dados aqui nesse texto, mas acho que é legal esperar as pessoas virem com perguntas. Vou passar os dados que definem as quantidades de risco:

    RISCO —- MULHERES —- HOMENS
    Baixo —- Menos de 14 un. álcool p/semana —- Menos de 21 un. de álcool p/semana
    Moderado —- 15 a 35 un. de álcool p/ semana —- 22 a 50 un. de álcool p/semana
    Alto —- Mais de 36 un. de álcool/semana —- Mais de 51 un. de álcool p/semana

    ALGUNS EXEMPLOS DE UNIDADES:
    –> uma latinha de cerveja = 1,5 unidade
    –> uma dose de destilado = 2-2,5 unidades
    –> um copo de chopp (200ml) = 1 unidade
    –> um cálice de vinho (90ml) = 1 unidade
    –> uma garrafa de vinho (740ml) = 8 unidades
    –> uma garrafa de destilado (750ml) = 30-37 unidades

    Agora sim, tudo faz sentido, rs!

  2. Oii Lu!! Texto muito bacana. Achei muito interessante, sobretudo, porque eu não conhecia essa síndrome. Uma dúvida: ela começa a se manifestar em alguma faixa etária mais específica?

    • Oi Rafa! Que bom que você gostou. Então, como essa síndrome se desenvolve pelo uso crônico do álcool, quer dizer que demora muitos e muitos anos para ela aparecer. Mas depende muito de cada caso. Os estudos dizem que se inicia por volta dos 50 anos, mas já tem estudos que encontraram a doença antes deste período. Beijo grande e continue acompanhando🙂

  3. Oi,Luciane,Até que enfim descubro algo sobre esta síndrome.Há um ano meu irmão (50 anos) foi diagniosticado com esta doença e pouco sabemos sobre ela.O médico que diagnosticou apenas falou que a síndrome é irreversível e nada mais.Não existe tratamento mesmo? Quais atividades auxiliariam no tratamento? Obrigada

    • Olá Patricia, a doença é irreversível e não tem cura mesmo, mas existe tratamento sim. A síndrome é adquirida devido ao uso crônico do álcool e por isso danifica o cérebro. Esta danificação não permite a regeneração, pois o cérebro pára de produzir vitamina B. Em alguns casos ingerir uma quantidade adequada de vitamina B ajuda na não progressão da doença tão rapidamente, mas não funciona para todo mundo. Geralmente ajuda muito em estágio inicial da doença. Outra forma de tratamento que pode ser combinada com a vitamina B ou feita isoladamente é a reabilitação neuropsicológica. Ela vai focar nas funções cerebrais preservadas e ajudará a reduzir o impacto na vida do paciente do que está prejudicado. O objetivo da reabilitação é tornar essas dificuldades (de memória, motoras, de confabulação etc.) menos impactantes, porque sabemos o quanto traz sofrimento para a família e para o paciente. Espero ter auxiliado. Um abraço!

  4. Então tomei um pouco mais de meio litro de wisky e meu deu essa aminésia.
    Tipo é uma situação muito desagradavel igual a do filme si beber não case.

  5. Não gostaria de fazer pergunta, apenas gostaria de expor minha situação: Meu pai tem 63 anos, a algum tempo ele vinha apresentando sintomas da doença, só que devido ao não conhecimento a respeito, pensávamos que era apenas esquecimentos ou atitudes isoladas, hoje sabemos que era esta doença que ja estava se manifestando. No caso do meu pai, o diagnóstico tem aproximadamente 4 meses. A piora dele foi repentina, praticamente em uma semana ele saiu da plena lucidez para nada de lucidez. Estamos passando por uma luta, ver meu pai nessa situação me desestabilizou muito. Obrigado pelo espaço, e faço um apelo aos jovens, o alcool é a pior droga que existe, parem enquanto o corpo não cobra o uso.

    • Olá Gustavo, realmente é muito triste quando alguém próximo a nós apresenta um quadro com sintomas como estes. O que podemos fazer é nos informar a respeito e tentar encontrar alguma forma de minimizar não só as dificuldades que o paciente enfrenta, como também o sofrimento que acompanha a doença. Eu que agradeço por você compartilhar. Abraços!

  6. Olá Luciane! Meu pai teve um traumatismo craniano ano passado, ficou 65 dias internado no Hospital, sendo 12 dias em coma induzido. Precisou fazer traqueostomia e depois de 30 dias no quarto teve alta. Foi consultado por uma Psiquiatra que indicou um Neurologista, mas já suspeitou dessa síndrome. Hoje tem 68 dias que está em casa, mas ainda não voltou a memória por completo. Já tomou vitamina B no hospital e depois que foi pra casa também fez uso desse medicamento, porém os resultados do exame de sangue deu elevado nível da vitamina e o médico suspendeu. Hoje ele toma ácido valpróico, fenitoina e risperidona. Pede cerveja direto, mas Deus é tão bom que inventou a cerveja sem álcool e ele não consegue perceber a diferença e toma achando que é com álcool. A Psiquiatra disse que ele não poderá tomar sequer uma gota de álcool, pois corre o risco de ficar demente. Isso é verdade? Realmente é uma situação muito difícil para a família, ainda mais quando o paciente não tem 100% da consciência da gravidade do problema.

    • Oi Ana, não entendi na verdade esse histórico do seu pai. Ele teve um TCE e além disso está com a Síndrome de Korsakoff? Porque um não causa o outro, mas alguns sintomas se assemelham muito, como perda de memória, confusão mental, problemas motores… enfim, no caso de TCE, os sintomas vão depender muito da localização, grau e extensão da lesão. Como ele saiu voltou pra casa, ainda há muito o que melhorar em termos de reestruturação cerebral (a nível fisiológico, molecular). Esse período de melhora espontânea – ou seja, que ele melhora sozinho, sem ajuda de reabilitação – é o que chamamos de recuperação espontânea e varia de caso para caso, geralmente desde o momento pós-lesão até um ano, um ano e meio para mais. O que percebemos é que quanto mais cedo ele receber estimulação melhor. Agora, se ele também tem a Síndrome de Korsakoff, essa sim se trata de uma doença degenerativa, em que ocorre uma atrofia cerebral progressiva pela falta de vitamina B. Se existe alguma chance do seu pai vir a desenvolver a doença, é claro que é melhor evitar o uso do álcool, e aí sim, ele pode sofrer problemas sérios de memória, parecidos com os quadros demenciais, sem recuperação alguma. Espero ter ajudado. Abraços!

  7. Bom dia. Vim consultar o blog devido à dúvida sobre a Síndrome de Korsakoff, que eu não sabia o que era. Vi a referência à doença num manual antigo de criminologia(Hermann Mannheim, Criminologia Comparada, Vol I, traduzido para o português e editado pela Calouste Gulbenkian, ano de 1983, se não me engano), num capítulo que falava sobre as doenças mentais relacionadas à prática de delitos. Num subcapítulo relacionado à psicoses orgânicas, o autor diz o seguinte: “Psicoses traumáticas, devidas a lesões cerebrais causadas por acidentes, podem também produzir profundas modificações da personalidade que levam à criminalidade e/ou à vadiagem, podendo tornar o lesado particularmente sensível ao álcool. A chamada síndrome de Korsakoff pode existir em tais casos. Os pacientes podem facilmente tornar – se excitáveis e propensos à prática de crimes violentos”(p. 357). Pelo seu artigo, e pela explicação dada no último comentário, a síndrome de Korsakoff não é decorrente DO trauma, mas sim, algo que tem efeitos concomitantes à lesão traumática, agravando esses efeitos. Estou correto?

    • Caro Renan, obrigada por interagir neste espaço de troca. Antes de responder sua pergunta, gostaria de retomar um pouquinho: a Síndrome de Korsakoff é em geral, mas não sempre, resultado do alcoolismo crônico e da falta de tiamina. Quando essa vitamina está muito escassa no cérebro, irá resultar numa lesão cerebral, um dano, um machucado que não irá se regenerar. Portanto, se considerarmos “trauma” essa lesão, a reposta pra sua pergunta, é não. A SK é sim um dano cerebral e pode alterar aspectos da personalidade, sem dúvida. Espero ter ajudado. Abraços!

  8. ola, meu pai de 53 anos está com sk a 4 meses faz a reposição de B1 e complexo B,ele não se lembra das coisas recente, a algo como execício ou terapias,como posso ajuda-lo no dia dia em casa pois faz tratamento no posto.
    agradecido :Jefferson

    • Olá Jefferson! É bom sim envolver seu pai em outras atividades, porque esse tipo de doença pode ser muito debilitante e incapacitante. Mas, em termos de melhora em como ele funciona no dia a dia (higiene, tomar café, tomar banho, vestir-se, etc…) o que nós recomendamos é que ele faça reabilitação neuropsicológica. O que tratamento é esse? Ele cuida da questão cognitiva, como memória, atenção, linguagem… Veja se na sua cidade alguém trabalha com isso. Quem faz esse tipo de tratamento são psicólogos com formação em neuropsicologia, mas tem outros profissionais, como terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, fisioterapeuta (que cuida mais da parte motora). Gostaria de poder ajudar mais… Um abraço!

  9. Oi Luciane .. sou estudante de Psicologia e estou fazendo um trabalho sobre essa sindrome meu paciente (fiquiticio) apresenta tal sindrome e tenho que encontrar alguma forma (teste) que melhore sua qualidade de vida, vc me aconselha algum, para que possa pesquisar? entre em contato comigo biagm@msn.com aguardo Obrigada adorei a materia

    • Olá Bia, que bacana! Olha só, vou te indicar um trabalho que foi feito com um paciente atendido no centro que eu trabalho. Lá tem todos os procedimentos que foram realizados. Vou mandar por e-mail, abraços!

  10. Tenho um grande amigo que bebe muito.Chegeui na casa dele ele me conhecia parecia tudo ok mas começei a perceber que tudo que eu falava ele não lembra.Perguntei se ele sabia onde eu morava, ele respondeu que n.No segundo dia que foi ate la ele ja lembrava onde eu morava. mas tem dificuldade de lembra o que eu falo. A pergunta é o que fazer para ajuda-lo? Tem cura?Pois somos de uma classe pobre mas queria ajudar esse cara pois ele é gente fina como fazer para ajuda-lo?Tem algum medicamento ou tratamento?

    • Oi Paulo, quantos anos tem seu amigo? Sim, tem tratamento, se tiver no início da doença dá muitos sinais de melhora, mas é uma condição progressiva. Veja se eles conseguem atendimento gratuito em algum centro de neuropsicologia, hospitais clínica. Ele precisa ir a algum neurologista, fazer exames, consultas médicas, saber o que está acontecendo. Espero ter ajudado. Abs!

  11. Ele tem 37 anos.Mas se ele tomar vitamina b1 vai melhorar? Tem algum remedio que eu possar dar para ele?E que ta dificil convencer levar ao neurologista pois ele n acha que ta com esse problema! Quando fico fazendo testes com ele para n ficar com a resposta vaga ele inventa qualquer coisa!Desde já muito grato

    • Bom, o ideal não é dar nada sem receita médica, sem exame que detecte o problema. Ele precisa se convencer de que precisa de ajuda. É algo comum nesse tipo de doença, a pessoa não admite, se recusa a acreditar que está com problemas. É preciso conversar com a família dele, sim!

  12. Mas sei que o problema foi a bebida. Ele tomou 2litros PINGA entre os dias 17 e 18 na nesse 2 dias n comeu nada, melhor so veio comer dia 19/05/2014 pois eu leve mas já no dia 20 fui ate a casa dele e ele nem lembrava que dia antes eu tinha ido a acasa dele.O problema tb é que ele n tem familha aqui na capital (FORTALEZA – CE)MUITO OBRIGADO

  13. Bom, pelo que você tá me contando, foi só um episódio então. O que é típico na síndrome, é que a pessoa não consegue gravar novas informações e por isso também não consegue lembrar desses novos episódios. Se foi algo passageiro, ou seja, se foi somente naquele dia em especial, é comum não nos lembrarmos. Agora, se é algo que está se arrastando, se ele ingeria altas quantidades de álcool durante muitos e muitos anos, aí sim, pode caracterizar um quadro de Síndrome de Korsakoff. De qualquer modo, você pode acompanhá-lo na Unidade de Saúde Básica mais próxima da sua casa e ver o que o médico diz.

  14. olá, eu também sou estudante de psicologia e estou fazendo um trabalho sobre SK. Por acaso, voce tem algum material, que poderia auxiliar em minha pesquisa. Preciso principalmente, de onde se localiza as lesões cerebrais decorrente da doença.

    • Oi Felipe, se você procurar em livros de neuropsicologia ou neurociência vai encontrar. Tem um que é muito bom que chama “Neurociência do Comportamento”, do Brian Kolb e Ian Wishaw. E tem um outro artigo que posso recomendar que é um estudo de caso: Neuropsychological Intervention in a Case of Korsakoff’s Amnesia, Monteiro et al. (2011). Abraços!

  15. Boa noite Lu .Gostaria muito de saber tudo ,,,sobre essa doenca !!! Teria como enviar mais dados .,.Como li n a cura para uma pessoa que bebe a 30 anos ,,,e hoje com.48 anos e claro para mim que e essa doenca .Transtorno ..Envia dados para meu email.Muito obrigada lu .

  16. Meu pai bebe diariamente a mais de 30 anos. Realizava suas atividades normais durante o dia e a noite bebia até adormecer. Como essa rotina não trazia prejuízo a sua vida social (exceto a sua relação familiar), ele nunca admitiu o alcoolismo. No mês de setembro ele passou por uma intervenção cirurgica para retirada de vesícula e no dia posterior a cirurgia já voltou a beber. Durante a semana que esteve ‘em recuperação’, minha mãe começou a perceber que meu pai fazia algumas confusões com pagamentos de contas, esquecia coisas q acabavam de ser ditas, repetia histórias e principalmente estava bebendo mais. Eu e meu irmão não levamos muito a sério, pois não vimos relação alguma desses sintomas com a cirurgia que ele havia realizado. Ao retornar ao trabalho, os seus colegas perceberam que havia algo errado com ele e entraram em contato com a família. Imediatamente o levamos ao neurologista e após realizar o exame foi diagnosticado com a SK. Conversamos com ele e falamos que teria que parar de beber e tomar a medicação. No início ele pareceu entender e aceitar, porém após comprarmos a medicação ele não parou de beber e relutava em tomar o remédio. Segundo o neurologista, a primeira etapa seria tratar o alcoolismo, então a única solucao que encontramos foi o internamento em uma clínica para tratamento de alcoolismo e dependência química. Faz dois meses que está internado e semana passada teve a primeira liberação para passar o dia em casa. Ao chegar em casa perguntou se havia cerveja, depois se havia limão para caipira… Pareceu não entender o porquê da internação.
    Quero lhe fazer alguns questionamentos:
    1- Por que a doença se manifestou logo após a cirurgia? A anestesia pode ter sido uma espécie de disparador da doença ?
    2- Será q a doença faz com que ele esqueça que não poderá mais beber ou ele não aceita ou entende a sua situação?
    3- Ele poderá realizar tarefas como dirigir, sair sozinho?
    Agradeço antecipadamente.

    • Olá Ana, peço desculpas por não ter respondido antes. Bom, quanto às suas dúvidas vou tentar respondê-las do modo mais claro que eu puder.
      1) Não conheço essa relação que você coloca, mas do ponto de vista biológico, um evento estressor como uma cirurgia pode ter sido o gatilho para ele manifestar os comportamentos. Aliás, a doença dele pode estar ainda no início e por isso ela não havia se manifestado antes.
      2) Depende. Essa situação precisa ser observada com cautela. Ele está confuso? Não sabe direito que dia é, pra onde vai, se trabalha, se tem filhos, etc? Não consegue relacionar eventos da vida com a realidade que está vivendo? Começa uma tarefa e não termina por esquecimento, pergunta várias vezes a mesma coisa, se remete muito ao passado, pergunta de pessoas próximas que às vezes já morreram? Se as respostas pra essas perguntas forem sim, talvez ele não saiba o que está acontecendo consigo mesmo. Uma psicoeducação é essencial nesses casos de problemas neurológicos. A pessoa e a família precisam saber exatamente o que está acontecendo, o que esperar, e quais cuidados devem tomar para melhorar a qualidade de vida.
      3) Ele talvez até possa, não tem muito como determinar isso. Neste caso, ele r a família precisaria semanalmente visitar um neuropsicólogo que o ajude a compensar esses déficits e elaborar em conjunto quais estratégias poderiam ser eficazes para que ele não dependa tanto de vocês. Existem várias maneiras de ajudar, e o quanto antes melhor.
      Ana, espero ter ajudado e muita força nesse momento. Se precisar de mais informações, pode me escrever:
      lucianesimonetti29@gmail.com
      Um abraço!

    • Olá,
      Há algum tempo escrevi com algumas dúvidas com relação a SK e agradeço a Dra.Luciane Simonetti pela ajuda.Após uma internação de 9 meses, para abster-se do álcool, meu irmão, portador de SK tem um convívio social limitado.Tivemos que controlar suas saídas,seu dinheiro, até que tivemos mais confiança em deixá-lo sair sozinho, próximo de nossa residência.Enfim,a memória ficou realmente prejudicada e ele se tornou repetitivo (ele só comenta sobre determinado assunto,dinheiro,cartão,etc,),mas hoje a família aprendeu a conviver com a SK.Obrigada.

  17. Olá, meu padrasto de 66 anos teve problemas com o alcoolismo, mas parou de beber a mais de 13 anos, nesse tempo levou uma vida saudável com todo acompanhamento médico necessário ” Clinicamente normal “.
    Há 7 meses sofreu uma depressão aguda e logo em seguida foi diagnosticado com demência, depois com a SK.
    Já sofreu convulsões, mal consegue falar, comer, não anda, quase em um estado vegetativo.
    Além dele, todos sofrem!

    • Olá Everton! Imagino o sofrimento de todos os envolvidos. Essa síndrome é bem ingrata, muito parecida com Alzheimer por ser progressiva e por se parecer muito com os sintomas. Se ele estiver fazendo tratamento, mantenham-no lá. Coloquem em atividades estimulantes, e tenham muita paciência, pois tudo o que lhe acontece é porque está com problemas de base neurológica. Um abraço!

  18. Queria saber como a doença ocorre, a pessoa pode acordar em uma manha sem lembrar, ou ela vai perdendo a memória aos poucos. Como a pessoa normalmente lida com essa situação, por exemplo, a pessoa pode ser casada, não se lembra do marido, mas tem provas de que se casou com essa pessoa, ela acredita, ela acha que pode ser mentira, como isso funciona.

    • Oi Natalia! Essa doença é progressiva, e por ter essa natureza os esquecimentos vão acontecendo de forma gradativa. Muito raramente ou quase nunca é observado uma perda abrupta da memória. Os pacientes que apresentam esse quadro podem sim se esquecer de pessoas próximas, como o marido ou a esposa mesmo que as evidências estejam ali na sua frente. Se a pessoa estiver com falhas e perdas de memória é muito comum esquecer do passado e de coisas que acabou de aprender.

      • Vamos supor que a pessoa por exemplo, tenha algum tipo de agenda, onde sempre escreveu sobre sua vida, ela poderia ler isso e, como posso dizer, não se lembrar, mas seria possível ela acreditar nisso e depois que a pessoa descobrisse sobre a doença, ela iria agir de modo violento, ou isso varia de cada paciente.

      • Na verdade varia sim, de pessoa para pessoa. Alguns ficam mais agressivos mesmo, mas as pessoas que tem amnésia progressiva, como no caso dessa doença e do Alzheimer podem se beneficiar de uma agenda ou diário, além de muita paciência das pessoas em volta para ajudarem a modular o humor e o comportamento.

  19. Ola Luciane, muito interessante esse artigo, meus parabens por prestar um excelente serviço de comunicação a todos. Estou muito interessado em saber mais sobre essa doença. Por favor, você poderia me enviar por e-mail um material com mais informações sobre a mesma? Meu e-mail e evandro.goncalves@yahoo.com.br

  20. Olá!
    Venho relatar o caso de minha mãe… era alcóolatra, participou do grupo AA e parou de beber, Um dia ela acordou sem saber o dia da semana e assim começou….chegando a emagrecer, perdida no tempo e espaço,marcha prejudicada, andava que parecia cair, foi aparecendo os medos…estava com medo de sair de casa para não se perder, e sem falar tbm da sua assinatura, não conseguia mais assinar, pois tinha esquecido e sua escrita estava como se fosse alguém que tinha acabado de aprender a escrever e suas mãos tremia tbm, suas necessidades fisiológicas tbm foram prejudicadas, chegando a não consegui segurar.
    Enfim… levei ao neurologista que pediu alguns exames do tipo, de sangue, urina e ressonância magnética. e qual foi a surpresa…sua amônia estava muito alta, foi diagnosticada por essa síndrome de Korsakoff. A neuro receitou Tiamina injetável durante um mês. e para surpresa de todos ela estava se adaptando e voltando aos poucos,mas com auxílio.E hj com 69 anos, depois da crise já se passaram 4 anos, ela está medicada com tiamina comprimido em uso contínuo, faz hidroterapia,musculação e qto sua memória foi se adaptando através de uma agenda, e sem essa agenda aonde ela escreve o que tem a fazer, ela não é ninguém e com ajuda tbm de psicólogo.
    Conseguiu se adaptar, não sei até quando, mas… estou feliz por ter a minha mãe de volta..

      • Olá Rafael… sinto muito pela sua mãe. Em primeiro lugar, vocês devem ter acompanhamento com médico neurologista mensal ou a critério dele em relação a frequência dos encontros. E em segundo, sua mãe precisa de um atendimento semanal com um neuropsicólogo para ajudá-los no enfrentamento da doença, na elaboração de estratégias comportamentais para amenizar as dificuldades e aliviar o sofrimento. Uma das primeiras dificuldades desses pacientes é em relação a orientação no tempo e no espaço, além de afetar a memória de longo e curto prazo. Nesse momento, é importante que vocês tenham muita paciência e compreensão de que ela não está fazendo de propósito, mas sim, é consequência da doença. Por favor, procurem ajuda com um especialista, peçam indicação do neurologista e busquem essa ajuda. Existem muitos serviços gratuitos que podem ajudar no tratamento, dependendo da região onde moram. Espero ter ajudado. Um abraço!

    • Olá Patrícia! Que relato bonito de esperança para os que acabam de descobrir a doença e não sabem o que fazer. Vocês fizeram muito bem procurando ajuda médica, e tratando-a o quanto antes. Essa é a principal medida a ser tomada: tratamento o mais rápido possível. O que me chamou atenção do seu relato é justamente o fato dela ter se adaptado, que é algo que as pessoas não querem ouvir. Elas querem a cura, o retorno ao estado anterior e nem sempre isso é possível. Continuem nessa luta e a qualidade de vida da sua mãe e de vocês familiares, vai melhorar muito! Um abraço e obrigada pelo seu depoimento.

      • Olá Luciane! Eu que agradeço esse espaço para relatar o que passei com a minha mãe,pois no começo fiquei perdida com poucas bibliografias e por aqui podemos fazer trocas de experiências…então, mais do que justo passar para aqueles que estão descobrindo essa síndrome.Um forte abraço!

  21. Oi bom dia acabamos de descobrir essa síndrome em minha mãe eu só queria saber como faço pra melhorar em alguns aspectos, como já sei que a doença é degenerativa e não tem cura depois que se instala. Te peço ajuda por favor pois é um sofrimento muito grande.

  22. Estou no hospital com minha mãe, diagnosticada com essa síndrome na sexta feira passada! Foi tudo tao rápido, da piora repentina com alucinações e não conhecendo algumas pessoas em alguns momentos e agressividade e também muita confusão mental. Entramos no hospital na quinta feira com alucinações mas ela tinha consciência de que não estava bem falava que estava falando besteira e sabia que estava vendo coisas pedindo ajuda, foi feita uma tomografia que disseram não mostrar nada. Temos ai também um detalhe importante que ela levou um tombo, segundo ela ha uma semana atraz com uma pancada forte com o rosto a ponto de quebrar o nariz, mas ela mora sozinha , não procurou ajuda e nem nos contou, só fomos saber disso alguns dias depois e segundo ela estava bem. Soubemos da fratura na tomografia!
    Não sei se estou sendo confusa mas estou muito assustada e com medo precisando de ajuda esclarecedora! Quanto mais leio mais tenho duvidas se esse diagnostico cabe ao quadro da minha mãe!
    Me ajude Luciana por favor!
    Minha mãe sempre teve muitas manias, é extremamente elitista, tem alguns toques, é enfermeira formada, trabalhou em clínica psiquiátrica mas se recusa a procurar um psiquiatra ou psicologo quando conversamos com ela, diz que sabe o que eles vão dar a ela e que não adianta, enfim… Mora sozinha, independente se auto medica e tem acesso a receitas medicas através de um amigo médico!
    Bebe frequentemente não a vejo como aucolatra, mas não sei também se não quero ver.
    De qualquer forma também não se alimenta direito e tem uma tendência a depressão!
    Ou seja… Uma bomba relógio, só que sem a hora pra sabemos quando estourar e esse fator surpresa é que nos mata!!
    Sou filha única, casada com dois filhos pequenos de 4 e 2 anos, não tenho muita ajuda familiar da minha mãe. Apenas um tio que esta sempre nos acompanhando nos momentos difíceis!!
    Minha maior duvida e medo nesse momento é que ao começar a tomar a medicação prescrita ela melhorou muitíssimo, no dia seguinte já estava lúcida!! Estava co. Dor de cabeça apenas e muito mal humorada. Mas nada de alucinações ou agressividades.
    Isso também foi um fator surpresa!
    Estou com medo de levar ela pra casa e essa crise que ao meu. Er foi tipo um surto aconteça novamente com a mesma rapidez e i tensidade ou ate pior!
    Na sk pode acontecer essa melhora repentina?
    Estão tratando com vitamina b, em comprimido, e rivotril e outros remédios para acalmá lá.
    O que posso mais dizer… Nem sei!!
    Me ajude! Me dê uma luz, um caminho!
    Sei que preciso levá lá ao psiquiatra e o que mais.
    Sera que é mesmo sk?
    Ou outra coisa??

    • Olá Renata! Você tem passado muito sufoco mesmo, não tenho dúvida. Não sei dizer se é SK ou não… quem poderá dar esse diagnóstico é um neurologista. Não vi nenhum caso de que tenha havido uma melhora repentina. A SK é composta por vários distúrbios comportamentais, e por isso só um especialista vai poder ajudar nesse sentido. Ela pode estar além da SK com outros problemas de base psiquiátrica. Acho que o que você pode fazer no momento é tentar manter a calma, conversar muito com sua mãe, dizer que está do lado dela e orientá-la que se não buscar ajuda agora o quadro pode se agravar e ela poderá ficar dependente de você mais cedo do que ela gostaria. Procure sim um neurologista e psiquiatra bons e siga as orientações deles.

      • Obrigada Luciane, qualquer caminho nesse momento é muito bem vindo!
        Se eu puder e voce quiser te mantenho informada da evolução do caso dela.
        As vezes e fora de casa que encontramos apoio e senti isso em suas palavras!
        Muitíssimo obrigada

  23. Dr Luciane
    Já venho tratando de um problema de memória a uns 3 anos. Já passei por psicológicos, neurologistas e agora estou em tratratamento psiquiátrico. Tenho uma grande perda de memória que me deixa muito mal.
    Esqueço muuuiiiiiittttoooooo os fatos do cotidiano. Ex : nao vou mais lembrar dessa conversa daqui a 3 a 4 dias. meu psiquiatra trata isso como depressão, já fiquei internado em hospital psiquiátrico. Hoje tomo os seguintes medicamentos : lamotrigina, ácido valproico, citalopran. Não trabalho mais porque não me lembro o que eu fazia antes na empresa, e não consigo aprender nova função porque toda segunda feira não me lembro mais da semana anterior. Minha qualidade de vida é péssima, minha esposa já se separou de mim por isso. Ela e a maioria das pessoas que me rodeiam não acreditam em mim. Choro muito. Uma tristeza sem fim. Estou no tratamento correto ?

    • Oi Marcos! Mas que situação difícil. Pelo que entendi você não tem nenhum diagnóstico, é isso? Aconteceu algum evento que possa ter danificado seu cérebro? Você fez/faz uso constante e alto de álcool? Você sofreu algum acidente cerebral? É importante que isso seja investigado porque se você estiver com um dano no cérebro você preciso de um tratamento específico e muita orientação. Sem saber seu histórico, sem poder investigar a fundo com testes neuropsicológicos específicos fica difícil dizer o que você tem. Você já fez uma avaliação neuropsicológica com testes de memória, atenção, linguagem? Talvez fosse interessante você procurar alguém que pudesse realizar essa avaliação e aí sim ficaria um pouco mais claro. O que você acha?

  24. Oi Luciane! Em primeiro lugar achei ótimo o seu texto, foi bem esclarecedor. Nós que temos parente com essa sindrome ficamos perdidos. Ja participei do AA, do Amor exigente, Já internamos e continuamos sem saber como proceder. O meu maridofoi diagnosticado com essa sindrome SK. Ele já ficou internado uns seis meses pra ver se parava de beber. Mas não consegue parar . Faz uso da tiamina, seroquel, naltrexona. Está numa fase grave com confabulações, principalmente comigo, muitas agreções verbais. Ja quebrou o pé, braço, femur. Tentei dar cerveja sem alcool, mas ele percebeu. Atualmente tiramos tudo dele, carro, cartão etc.Está hipernervoso. Os familiares dele fala pra enternarmos novamente e deixar por um longo tempo. O que você me orienta? Ele está fazendo tratamento com neuro, psicóloga e psiquiatra. Grata.Yone

    • Ola Yone! Obrigada por escrever. Pelo que vc conta seu marido está agitado pq talvez ele nao entenda perfeitamente que está doente. Vcs precisam psicoeducá-lo, mas minha recomendação é que vcs procurem uma pessoa especialista em neuropsiocologia e reabilitação, pois esse profissional saberá as especificidades do tratamento. Existe essa possibilidade onde vcs moram? Um abraço!

  25. Meu pai estava bebendo muito mais como morava em outra cidade não o via muito até meu tio falar que ele não estava bem e busquei ele, porém está com 30 dias sem beber mais ainda com muita confusão mental, e horas de lucidez e esquece muita coisa do que fala pra ele e cria histórias na cabeça dele, pode ser a sk? O que devo fazer?

    • Oi Luís, depende. Ele sempre bebeu, ou seja, podemos dizer que esses sintomas foram causados pelo uso crônico e acentuado de álcool? De qualquer modo é importante levá-lo a um neurologista, porque mesmo que tenha adquirido algum dano cerebral pequeno é importante investigar. Abraços

  26. Meu irmão tem essa síndrome porque bebia muito. Foi diagnosticado aos 50 anos. Mora numa casa de repouso, tá muito bem cuidado mas não se lembra de nada mas felizmente ainda reconhece a família. Segundo o médico em algum momento nem isso ele vai conseguir mais. Não tem orientação no tempo nem no espaço. Não se lembra da vida que tinha antes, quem era, precisa ser lembrado dos horários para se alimentar, para fazer sua higiene, etc. Muito triste. Ele não vai nos reconhecer daqui um tempo? Como vai ser a evolução da doença?
    Obrigada pelas explicações. Abraço
    Cristina Swerts

    • Olá Cristina… É muito triste mesmo, mas vocês já estão fazendo o que é possível e melhor pra ele. Precisa continuar com o tratamento e cuidados, para diminuir o impacto dessas dificuldades na vida dele. Essa doença é degenerativa quando é descoberta muito tarde. É possível que ele tenha dificuldades para reconhecer as pessoas sim. Tentem proporcionar o máximo de qualidade de vida à ele. Um abraço!

  27. Bom dia tudo bem Luciane? eu tenho 27 anos, desde os meus 15 consumo bebida alcoólica, e sempre acabo ficando mais bêbado que todos meus amigos e acabo tendo apagões, agora que estou mais velho faz um tempo que não bebo mais, pq estou ficando velho e esta ficando
    feio para mim e para meu emprego. lendo seu artigo me fez pensar eu tenho riscos de ter essa doença caso continue bebendo e com esses apagões certo?

    • Oi Cristiano, é possível, mas não necessário provável. Cada cérebro se comporta de uma forma diferente. Isso depende de vários fatores: genética, hábitos, estilo de vida. Se você é uma pessoa que se exercita, que tem uma alimentação balanceada etc., as chances de você desenvolver doenças no sistema nervoso central é menor. Entende? Minha sugestão sempre é: “melhor prevenir do que remediar”. Um abraço!

      • Sim pratico exercícios e tenho uma saúde muito boa.. porém em alguns finais de semana acabo tendo esses apagões.. mas como você disse melhor prevenir do que remediar, obrigado

  28. Boa tarde Luciane! Eu tenho 18 anos, bebo desde os 15, porém ano passado comecei a beber de uma forma absurda, quase todos os dias, meio litro e as vezes 1 litro de destilado sozinho, nos ultimos meses venho esquecendo de coisas, conversas. Desde o inicio do ano tive 2 apagoes bebendo, e depois deste que foi no ultimo sabado sinto que minha depressão voltou juntamente com a ansiedade, tenho medo de ter feito alguma besteira voltando para casa e nao consigo parar de pensar nisso em nenhum momento do dia.

    • Oi Daniel… pois é, talvez você esteja com amnésia alcoólica que é diferente de ter a Síndrome. Mas de qualquer maneira, acho que vale a pena você procurar um neurologista e também um psiquiatra pra poder te orientar melhor…. Abraços.

  29. Oi Luciane, está de parabéns pelo artigo, ajudou a minha família eu, minhã mãe e minhas irmãs a entender o que está acontecendo com meu pai, ele tem 61 anos, sempre foi a base da nossa família, cuidava de tudo, mas há pouco mais de 01 ano, ele nos surpreendeu tentando o suicídio, foi um baque para nós, motivo stress no serviço, fomos atras e descobrimos o que estava acontecendo com ele. Ele é alcoólatra, começou beber ainda na adolescência, isto aumentou seu grau de alcoolismo com o passar dos anos, bebeu muito mesmo mas por honra e gloria ele diminui bruscamente o uso, principalmente neste último ano, enfim para nós foi otimo ele ter parado de beber, hoje controlamos isso, principalmente depois do fatidico evento, já se passaram 7 meses do ocorrido, e o comportamento dele está igualzinho ao do seu artigo, e o médico que o acompanha passou os exames de praxe (tomografia, ressonância), mas ainda não fez por falta de vaga, o mais dificil é que ele está tendo muita confabulação, ele diz que tem gente perseguindo ele, ele corre pra lá e pra cá, sempre a noite, não dorme direito, conversa alto com os colegas do serviço, ficticio, estamos desesperados, os remedios não estão fazendo efeitos (clonazepam e sertralina), temos que levar ele na emergência da saúde mental para dar injeção para ele dormir. Que triste você ver isto acontecer com seu pai, a base da sua família. Desculpe pelo desabafo mais isto está me abalando demais. Meu muito obrigado pelo artigo isso me ajudou a conversar com o neuro dele. Vou buscar uma ajuda particular para ele. Abraços.

    • Que ótimo que ajudou Cristiane. Essa doença é realmente devastadora para o paciente e familiares. Sigam em frente, deem atenção, apoio e tenham paciência com seu pai. Ele é o que mais está sofrendo. Um abraço!

  30. Oi Luciane. Tenho 44 anos e estou passam da por essa doença. Muito complicado não ter a mesma vida de sempre. Tudo é limitado. Esqueço com facilidade coisas que avqbei de ver, senhas, telefones, compromissos etc. Estou tomando medicamentos, inclusive a vitamina B1. Foram anos ingerindo álcool. Não consegui me acostumar ainda com a doença, vivo em depressão, isolado e não querendo muita conversa. Quero voltar a viver, a ter animo. O que souber sobre a doença me mantenha informado, por favor.

  31. Olá Luciane, sou estudante de Farmácia, da UCB estou realizando um trabalho sobre essa síndrome, vi em alguns comentários acima que você indicou um trabalho feito com um paciente do centro em que você trabalha, você poderia me enviar, também?
    annalouise_alads@hotmail.com
    Tenho dúvida nos tipos de transdução e mecanismos envolvidos na manifestação da doença.
    Obrigada, desde já.

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